Arquivo para a categoria 'Rádio E Analise'

17
dez
09

Balada Silenciosa no Gelo

por Mathias Klaus, do site Revista Goma

É isso mesmo! A novidade acontece em Londres no proximo dia 10 de dezembro. A idéia é a seguinte: as pessoas vão se reunir no ringue de patinação no gelo do Museu de História Natural da cidade para um balada silenciosa. Mas silenciosa apenas para os que observam do lado de fora, porque enquanto estão dançando e deslizando sobre o gelo, cada um terá um fone wireless com uma seleção de tracks eletrônicas rolando.

Os organizadores da ‘Silent Disco‘ querem criar o ambiente de balada em um lugar diferente e inusitado durante o inverno, mas sem incomodar a vizinhança. Grandes nomes da cena eletrônica como a gravadora Ministry of Sound e o club The Gallery já haviam promovido eventos do gênero, também em Londres. Vamos ver se a moda pega.

E lá fora já está pegando mesmo! Uma balada onde todos se divertem com fones de ouvido, no mais absoluto silêncio. Dá para conversar numa boa, basta tirar o fone. Além disso, a vizinhança agradece e é o fim das multas aos promotores do evento por excesso de barulho. Certamente em breve, o fone terá se desenvolvido para um sintonizador de frequencias, onde vários DJs poderão trabalhar simultaneamente e cada um ouvir a linha de som que mais lhe agrada, banindo de vez aquela história da galera se dividir numa balada pois um querem ouvir house e outros o trance. No Brasil já tivemos uma experiÊncia ocmo essa recentemente e quem esteve lá gostou bastante.

Robson Fernandes

02
set
09

Skol Beats não acontece em 2009, mas ainda pode ressucitar.

Marcelo Fontenele, do Psyte

Na tarde desta terça-feira (1), durante um seminário internacional de comunicação e marketing digital no WTC, em São Paulo, Sérgio Eleutério, gerente da plataforma jovem da Skol, confirmou o que muitos fãs de música eletrônica já esperavam: Não haverá Skol Beats neste ano. “Quando lançamos o festival, a música eletrônica ainda não era popular e sofria preconceito. Hoje já faz parte do cotidiano das pessoas e não faz sentido continuar a evangelização.”, disse Eleutério. “Continuamos patrocinando eventos, mas por hora nosso evento proprietário não acontecerá e foraremos em estar lado a lado com nossos seguidores.”, complementou, alimentando a esperança que o Skol Beats volte nos próximos anos.

Na verdade, o último Skol Beats não atingiu um grande número de pessoas, que era o esperado pela direção da Skol, mesmo com a tentativa do público selecionar as atrações do evento. Além disso, o Skol Sensation, que tentou ocupar o lugar do Beats com um novo conceito, foi massacrado por muitas pessoas que frequentaram o evento. Dessa maneira, ficou difícil fazer um evento para um público menor, que não foi evangelizado realmente, e hoje está frequentando eventos de música sertaneja. Quem gosta mesmo de música eletrônica vai em clubs que tocam o som que lhe agrada, fugindo do modismo que permeou a cena nos últimos anos.

Robson Fernandes

01
jul
09

Remixes que virão com a morte de Michael Jackson

robson.jpgMuito provavelmente os artistas do mundo todo vão começar a fazer remixes de músicas do cantor Michael Jackson, falecido recentemente nos Estados Unidos. Esta é uma conclusão básica, pensando em três fatores simples: O primeiro fator é que muitos são fãs do artista. Dessa forma, com seus conhecimentos musicais, vão criar remixes como forma de homenageá-lo e sua música será renovada neste próximo ano certamente. Além das faixas do próprio Michael Jackson, terão aqueles que vão beber nas fontes do The Jacksons 5, banda que lançou Michael ao estrelato, que contém muitas influências dançantes até hoje.

O segundo fator: Michael Jackson é famoso e posso alcançar a fama com um remix de uma faixa sua. Realmente este tipo de coisa acontece com frequência. Muitos remixers ficam procurando pérolas de sucesso do passado para remisturar e criar sua própria versão de uma faixa de sucesso, tocar na rádio, tocar com os DJs e a faixa estourar. Muitos tentam, poucos conseguem, mas é uma via com certa segurança para tentar algo a mais na cena eletrônica mundial.

O terceiro fator: Remix de artista conhecido vende. Realmente vende, vemos muitos remixes no top 10 do Beatport, então é uma fórmula que tem um bom sucesso para remuneração. E vender música hoje em dia está se tornando cada vez mais comum, com ótimos sites para a compra do download. Além disso, remunera o artista de forma mais justa.

Então, se você está esperando faixas novas e inéditas do Michael Jackson vamos ficar com ao menos as novas, pois os remix virão com força total certamente.

Rádio E – Essencialmente Eletrônica
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09
abr
09

análise do álbum “The Prodigy – Invaders Must Die”

robson.jpgA Rádio E teve acesso durante esta tarde a uma audição e análise do muito aguardado álbum novo do aclamado grupo de hard dance The Prodigy, chamado “Invaders Must Die”.

Este álbum vem com uma expectativa muito grande de satisfação e aceitação para o público que é fiel a banda, já que o último álbum lançado, “Baby’s Got a Temper” foi muito mal recebido pelos fãs, já que a linha musical frente ao álbum do caranguejo “Fat of The Land” foi completamente mudada.

Antes os vocais e o lado mais dançante da banda estavam mais evidentes, mas o tempo passou e a banda resolveu repetir a fórmula do álbum “Baby’s Got a Temper”.

Foi algo bem difícil de digerir após 45 minutos e alguns segundos do play dado no tocador do Windows. A banda voltou com o lado punk e rock muito forte neste novo trabalho, frustrando aqueles que esperavam, como nós da Rádio E, um álbum mais recheados de hits dançantes para a rádio e também para o público das festas e raves de todo o mundo.

São 11 faixas, onde pudemos constatar que apenas duas tem potencial para se tornar algo como Firestarter, Smack My Bitch Up ou Mindfields, que é inclusive trilha sonora do filme Matrix. E isso é triste.

A amálise em geral mostra que a banda realmente perdeu o foco hard dance, buscando realmente barulho com batidas quebradas e uma falta de vocal imensa no disco como um todo. Seja de vocais femininos, como Smack My Bitch Up, seja como vocais masculinos fortes, como Firestarter. Não soa nem um pouco com Prodigy mais uma vez. Ao que parece, a banda quer se voltar mesmo para o rock e voltar a ser underground, de onde veio inclusive. Inclusive as faixas com tendência ska ou reggae, como Out of Space, sumiram do repertório do Prodigy.

Uma decepção mesmo. Nota 2.

Abaixo segue a lista de músicas do disco.

* 1. Invaders Must Die
* 2. Omen
* 3. Thunder
* 4. Colours
* 5. Take Me To The Hospital
* 6. Warrior’s Dance
* 7. Run With The Wolves
* 8. Omen Reprise
* 9. World’s On Fire
* 10. Piranha
* 11. Stand Up

As duas faixas que salvam o disco são World’s On Fire e Omen Reprise. Pena que esta última seja tão pequena, com menos de 3 minutos de duração.

Vamos esperar pelos remixes das faixas para ver se sai algo bom com esta base criativa ruim deste disco.

Rádio E – Essencialmente Eletrônica




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