Posts Categorizados ‘djs

30
mai
09

Sugestões para o fim de semana eletrônico

robson.jpgFim de semana chegando e a grande maioria dos ravers e clubbers de plantão já começaram a planejar onde vão curtir a boa música eletrônica. Para ajudar nesta escolha, a Rádio E sequenciou de sexta a domingo 3 clubs que vão certamente ter um público bacana e divertir muito aqueles que comparecerem a estes locais selecionados.

Neste início de sábado, virada de sexta, selecionamos a noite Heat do club SPKZ. Capitaneada pela promoter Vanessa Cris, a noite já foi palco de muitos DJs bacanas, como Danny Freakzoid, Martin Eyerer, The Ladies, Audrey e outros. O clube é uma ótima opção para abrir o final de semana. No line-up de hoje teremos Leo Casagrande, Anderson Noise e Magal na pista principal e no lounge teremos Cris Pantojo mais Sergio Akira. O SPKZ fica na Rua Inácio Pereira da Rocha, nº 109, na Vila Madalena. Para mais informações, ligue para o telefone 3816-1694.

Continuar lendo ‘Sugestões para o fim de semana eletrônico’

18
mai
09

O que os promotores consideram na hora de contratar um DJ

robson.jpgNa hora de contratar um DJ para uma festa, muitas pessoas devem imaginar como os promotores das festas agem na hora de escolher o DJ X ao invés do DJ Y. E o que isso acarreta lá na frente, na hora que a festa está rolando. São muitos os fatores que os promotores levam em consideração? Qual desses fatores é o que mais pesa na decisão de um promoter? Com a palavra, eles mesmos, os promoters, aqueles que criam toda a festa e a promovem.

Segundo Drico, promotor da festa private Libertad, ele leva em consideração o cachê do artista, além de ouvir os materiais em áudio que os DJs enviam, os locais onde ele já se apresentou, ler o release e o estilo que o DJ toca. O principal fator de decisão para ele na verdade é uma combinação de todos estes de forma igual. Dependendo do padrão da festa, segundo Drico, o investimento para os DJs é maior ou menor. Ainda por cima, na opinião de Drico, os DJs estrangeiros trazem mais público para suas festas que os DJs nacionais, independentemente do seu cachê. O marketing em cima de um DJ gringo é mais vantajoso, pois nem sempre ele está disponível para se apresentar e isso traz público. E esta regra vale também para os DJs brasileiros que moram na Europa e vem ao Brasil por pequenos períodos no ano.

Já o promotor Marcio, do Festival Terra do Nunca, leva em consideração como primeiro fator a qualidade do DJ. Seja um DJ conhecido ou um DJ iniciante com potencial, Marcio sempre analisa suas habilidades com um CDJ como fator principal. O segundo ponto é o preço, ou seja, “Até onde vc pode gastar com o line do evento!!! E quais djs vcs pode trazer com esse dinheiro.” Porém o Marcio tem uma visão diferente em relação ao Drico quanto aos DJs muito famosos. Segundo ele, “não me preocupo muito com os mais famosos!! como Astrix, Skazi, Eskimo e cia!! cobrar muito caro…… com o mesmo preço de tais djs, podemos trazer outros de mesma profissionalidade, aumentando a quantidade….. sem perder qualidade.” Como Marcio já produz festivais, um evento muito maior e mais longo que o Drico, ele já tem uma preocupação diferente com o line-up, pois não se preocupa tanto com as vertentes, já que “num festival é preciso haver todos os gêneros e vertentes do trance, e progressivo e electro! Ainda segundo ele, o segredo do sucesso na seleção dos DJs é um equilíbrio, “precisa-se ter uma harmonia com a distribuição dos djs!! pensando tambem em colocar bons djs em todos os momentos do evento, e em todas as vertentes, para q assim consiga agradar o máximo do publico possivel.”

Já Marcinho, que promove a festa Easy em Assis, interior de São Paulo considera o principal fator sendo o preço do cachê do DJ e quanto de público ele leva para a festa. O estilo da festa e o porte também influenciam diretamente na escolha dos DJs que nela vão se apresentar.

Concluíndo, diversos fatores influenciam na produção de uma festa. O mais importante é que o público se divirta do começo ao fim de maneira sadia.

Rádio E – Essencialmente Eletronica

13
mai
09

MOMENTO CROSSROADS TOTAL – MATÉRIA COMENTADA

robson.jpg A Rádio E sempre questiona junto aos DJs e público sobre o andamento da cena eletrônica no Brasil. Muitos DJs falam que hoje a cena vive uma fase que a moda acabou, já que o sertanejo dominou aqueles que vão se divertir só na modinha e a cena voltou a ser o que era, com um número de festas adequado ao público que freqüenta pela música e pelo ambiente. Dudu Marote, que é produtor a anos do gênero, escreveu esta reflexão sobre a cena no site da DJ Mag. Leia e no final temos o comentário de Robson Fernandes, diretor da Rádio E sobre esta pensata de Dudu, reproduzida na íntegra. ___________________________________________________________________________________________

MOMENTO CROSSROADS TOTAL

A que ponto chegou a cultura DJ e quem está certo e/ou errado nessa história

Rola essa lenda que, em 1976, músicos que teoricamente não tocavam porra nenhuma chegaram pra tomar a música pop das mãos dos músicos que eram exímios em seus instrumentos e no auge da fama. Eu já ouvi isso um milhão de vezes das mais variadas formas. O punk rock demoliu o progressivo ou algo assim. Aí, viajo na história das festas que trazem “Não-DJs” e vendem isso como estilo. Foram Bar Secreto e filhotes em São Paulo. Foi o Bailinho, no Rio, que começou do nada, chegou ao MAM no verão inteiro, ficou enorme e cria herdeiros de vários tipos.

A técnica é não mixar. Ou nem saber pra que servem os botões de um mixer. Um amigo dono de um clube me relatou uma situação onde um dos “Não-DJs” tocou por bastante tempo com o grave do canal do mixer todo fechado. Por engano, claro, já que o Não-DJ nem sabia que aquele botão tiraria todo o grave. Ou provavelmente nem sabia o que era grave ou agudo numa música. Mas e a pista enquanto isso? Ótima. E aí?

Aí que a música rola como elemento nem tão importante assim numa festa. Provavelmente festas assim acontecem o tempo todo e sempre aconteceram, e até aí nenhuma novidade. Mas o fato de as festas dos “Não-DJs” bombarem é uma grande contradição com algo que me chamaram outro dia pra participar e que foi surreal. Na tentativa super bem vinda de um projeto de lei pra regulamentar a profissão de DJ, surge um dinossauro que ninguém assume diretamente, que propõe que depois dessa lei só pode tocar como DJ quem for formado em algum curso regulamentado por uma instituição que essa lei nomearia. Enfim, DJ só diplomado?
Um sindicato? Um comitê? Uma comissão? O projeto de lei sugere que essa entidade fictícia teria o poder inclusive de negar a licença de DJ pra quem eles acharem que não merece. Um debate foi convocado. Na MTV. Eu estava lá. É claro que, como isso é um absurdo, todos foram contra, até quem estaria lá pra defender a nova lei, incluindo o próprio senador Romeu Tuma, que encaminharia o projeto dentro do Legislativo.

A que ponto chegou a cultura DJ… Uma pequena parte crê que somente DJs diplomados deveriam ser autorizados a tocar e fazem inclusive analogias com as profissões de médico e piloto de avião. E do outro lado temos uma outra pequena parte, que faz o maior barulho trazendo festas nas quais um DJ profissional ser o condutor é uma ofensa. Alguém está errado?

Fight for your right to party ou party for your right to fight. Escolha o que você preferir, mas alguém querer achar que pode ter o poder de regulamentar a sua festa, a sua diversão, e ainda achar que pode ter o poder de veto em alguma festa que eu fizer e chamar o meu vizinho surdo pra tocar é muita picaretagem e perda de tempo, né?

Dá até pra noiar e ficar pensando: será que a cultura DJ tá enchendo o saco pra parte do público? Ou será que o fato de a música eletrônica ter chegado tão firme no mainstream incomoda aquele que sempre curtiu justamente o caráter underground disso tudo? Momento crossroads total.
__________________________________________________________________________________________

“A minha opinião é que a cultura DJ teve seu auge e hoje o público modinha frequenta festas de sertanejo hoje, pois é um público volátil. Quem continua frequentando é porque gosta mesmo. Compartilho da opinião de Dudu Marote que a música eletrônica hoje é mainstream, já que até a publicidade (General Motors) se utiliza dela, com brasileiros produzindo conteúdo musical e ganhando um bom dinheiro com isso. Acrescento que muitos verdadeiros TOP-DJs são idolatrados em seus palcos com suas pick-ups como as bandas mais famosas do mundo e seus instrumentos musicais. A discussão aqui atinge dois pontos completamente divergentes e que me instiga muito. O público vai para uma festa por causa da música que vai tocar lá, DJs, gente bonita, ambiente que lhe agrada ou apenas pra não ficar em casa, encher a cara e voltar pra casa “feliz”. Este é o primeiro aspecto. O segundo vai de encontro com a tese da festa que bomba, mas o dj é qualquer pessoa, até eu, e da festa que tem o DJ que é o cara nas pick-ups. E isso gerou a discussão maior, que é a regulamentação da profissão do DJ, diploma, fiscalização, mas por qual motivo não discutir cada profissão da cena, como a hostess, o promoter, o investidor, as agências de DJs, o barman de clubs e raves, etc. Aí sim a discussão seria ampla e iria abordar a cena como um todo. É claro que o DJ não quer perder o espaço dele, e o acesso aos materiais para tocar nas pistas é cada vez mais fácil de se adquirir, mas muitos promoters hoje tocam dessa maneira, levando as pessoas para as festas que promovem, desvalorizando a profissão do DJ, o selecionador oficial das músicas. Na verdade hoje e sempre o DJ é o cara que traz as novidades, mas com o beatport e a internet, senão de graça, com um valor muito menor que o custo de um vinil, equipamento que caracteriza um DJ, qualquer pessoa se autoproclama DJ. Consequentemente, qualquer um baixa o hit do top 100 e toca, mas seriam essas as melhores músicas daquela semana/gênero que fariam as pessoas ter uma percepção maior do som e através dele curtir a cena? Ou conhecer um produtor nacional ou internacional ótimo, que por não ter uma grana para divulgar seu trabalho dentro desses sites de venda de mp3, aparece no Top 100 e não toca. Todas essas questões não deveriam ficar na mão de quem quer mandar por ser um político ou uma pessoa de fora, mas de quem trabalha para fazer dia após dia a cena eletrônica mais organizada, sólida e profissional, com tudo bem definido e acertado para o começo, meio e fim de uma noite em um club ou uma rave sejam um sucesso para TODAS as partes.”

Robson Fernandes

Rádio E – Essencialmente Eletrônica
©2009 – RÁDIO E – TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

12
mai
09

A maior coleção de vinil do mundo segue sem compradores

Publicada originalmente no site Rraurl, 07.05.09 17:45

A história de Paul Mawhinney e seus discos em documentário

O primeiro disco de vinil já produzido, em 1881. O disco mais raro da história. E mais 6 milhões de canções em 3 milhões de discos e mais de 300.000 compactos. Tudo armazenado ao longo de 50 anos por Paul Mawhinney, na cidade norte-americana de Pittsburgh. E tudo isso pode ser seu, querido leitor, ou pode virar um museu, pode ir para o incinerador ou pode continuar morando em Pittsburgh.

A história toda está contada no documentário em curta-metragem The Archive do diretor Sean Dunne, que esteve dentro da selecão oficial do Sundance Film Festival em 2009. O tom emocional fica pesado no final, com direito à cenas de Mawhinney chorando por trás dos óculos escuros e tocando sua “última música”. Mesmo assim, é o maníaco musicólatra que dá os melhores momentos, como quando afirma, categórico, que “a música é mil vezes melhor em vinil”.

Realmente, esse pequeno fato sozinho já serviria como justificativa à monstruosa colecão de discos que ocupa o imenso galpão com temperatura controlada que Mawhinney alugou quando sua esposa deu o esperado ultimato “os discos ou eu”. Junte aí isso a grandiosidade da coleção, com absolutamente tudo que e o meio século dedicação do colecionador e de repente é espantoso o fato de que uma negociação ainda não tenha rolado.

Em tempos de milionários excêntricos dando rolê no espaço, ninguém ainda sacou – pelo menos não o suficiente para fazer uma oferta séria – o quanto a coleção de Mawhinney é significativa, bem cuidada e importante. Não adianta argumentar que deve ter um monte de lixo no meio – não é isso que importa, mas sim a memória músical física coletada nesse tempo. Decepcionado com a falta de sucesso, o colecionador anunciou que pode vender discos específicos em separado, ou em lotes. O valor, 3 milhões de dólares, não é nenhum absurdo considerado o imenso valor cultural do arquivo. Mas mesmo com o suporte oferecido por centenas de fãs de vinil e nerds de música (todos sem a grana, é bom lembrar) a colecão segue sem ofertas sérias.

Podem falar o que quiser, mas a música jamais existiria hoje como ela é se não houvesse uma forma mais barata de transportá-la e ouvir do que a revolução do vinil trouxe no final do século XIX. Afinal, em um suporte de fácil substituição, (o rolo que armazenava música antigamente se rasgava e era difícil de ser substituído em um “tocador”), o vinil foi se aperfeiçoando em qualidade ao longo dos anos e passou do mono ao estéreo. O vinil então saiu dos gramofones e passou a tocar nos toca-discos e neste ponto é o momento que uma história faz nascer a outra, já que daí tivemos os pioneiros da música eletrônica que inventaram a maneira de juntar uma música na outra criando os hoje mega conhecidos SETS e é exatamente isso que faz um DJ ser valorizado, além de seu carisma sobre o palco, sua habilidade técnica de comandar as pick-ups e manipular o vinil para criar novos sons é o que faz com que essa matéria seja registrada pela Rádio E. Não é saudosismo e sim dar valor a um acervo magnífico que os jovens de hoje mal sabem o que é um vinil. Um ser humano sem história é um ser humano vazio e então vamos lutar para que os impostos para os discos importados em geral e também de música eletrônica sejam diminuídos, para facilitar a compra pelos DJs, que realmente apóiam o uso deles, e assim, ouvir a música com qualidade superior em relação aos CDs e MP3 dentro dos clubs, onde nos divertimos e temos acesso a esta tecnologia e consequentemente, revalorizar a profissão do DJ.

Robson Fernandes

Rádio E – Essencialmente Eletrônica

27
ago
08

Editorial Rádio E – A Revolução das Mídias e os DJs de Laptops

A revolução das mídias e os djs de laptop

por Rodrigo Sarka

É inegável que o mundo da musica passou por mais transformações nos ultimos 10 anos do que pelo menos nas 5 decadas anteriores. Num passado não muito distante, caso voce quisesse aquele som que não toca nas radios e não tivesse grana pra comprar aquele vinyl gringo (entenda-se por isso, pagar a passagem e ir la buscá-lo, porque as lojas virtuais ainda nem sonhavam em existir), tinha que encomendá-lo em alguma loja da galeria e com muita sorte recebê-lo alguns meses depois pagando uma fortuna, ou então fazer a cópia da cópia da fita cassete que aquele seu amigo descolado gravou da prima do amigo de algum playboy que tem tudo, mas nao entende de nada.

Depois vieram os Cds, nossa, que revolução! Tudo em alta qualidade naquele disquinho bem menor, só que ainda um pouco caro, mas tudo bem, já era um grande passo e muita coisa ainda estava por vir.

Com a popularização dos computadores pessoais ficou fácil gravar um cd, foi aí que entrou a maior das mudanças, o download!. Que ironicamente iria ser o carrasco dos cds poucos anos mais tarde.

Quantas mudanças não é mesmo? Quem poderia prever tudo isso? Quem?

Os Djs, claro!!!! Djs sempre estiveram à frente de seu tempo, acompanharam toda essa evolução das mídias adaptando-se sem maiores problemas, enquanto alguns apenas ouviam seus discos de vinil, os djs esticavam o pitch domando as músicas sobre suas MKs, veio o cd e com ele o CDJ, apesar do vinyl ainda ser apreciado por muitos até hoje, o cdj veio com força total e uma gama de recursos a mais, cheios de botões e luzes piscantes, deixando a performance do DJ ainda mais interessante, o que lhe valeu um palco logo ali, na cara da pista!!

Sim porque antigamente cabine de dj era ali escondidinha se você não sabia. Assim o dj virou a figura principal da festa, muitas vezes mais ainda do que a musica.

O contato visual com a figura ali que mandava e dominava os beats conforme sua vontade elevava a experiência do publico a outro nível.

Mas a revolução não parou por aí, em época de ipods e laptops, sugiram os Live Acts, onde o artista passou a tocar suas próprias produções com inserts ao vivo, beat repeaters, filtros, efeitos, e tudo que um programa de alta complexidade como um ableton Live por exemplo permite.

Mas onde vamos chegar com tudo isso? A tecnologia com certeza nos reserva muito mais surpresas nos próximos anos, mas o que não podemos esquecer é que quem faz a musica realmente, é nosso cerebro, nossa alma, por mais elaborada que sejam as ferramentas, elas não passam de coadjuvantes e sozinhas não produzem nada.

Hoje em dia já é comum vermos Djs apresentar seu djset em um laptop, muitas vezes erroneamente chamados de Live (não todos, claro!) O importante é que independente da ferramenta que ele use, desde um vinyl ate um laptop, ele use a tecnologia para aprimorar seu trabalho adicionando os recursos disponíveis ao material humano. Djs que ” apertam o play e deixam rolar” alem de enganar o publico não tocam com a alma, não sentem a pista e estão perdendo a maravilhosa experiência de coordenar a conexão coletiva pela música, e daqui para frente com cada vez mais novas tecnologias vindo por aí, o fiel da balança será o público, que aqui no Brasil esta cada vez mais informado e tem o importante papel de separar o joio do trigo, valorizar o trabalho de quem merece, porque pra mim, DJ tem que suar no palco tanto quanto o público na pista!!!!!!

Valeu galera! Na proxima materia vamos falar um pouco sobre as superficies de controle MIDI mais usadas na atualidade.

Um abraço!!

Rodrigo Sarka é Dj e produtor musical, filiado a ABPA (Associação Brasileira dos Profissionais de Áudio)




Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.